Subsídio ao diesel é prorrogado pelo governo federal para conter alta de combustíveis
O governo federal estendeu por 30 dias o benefício de R$ 2,12 por litro no diesel para mitigar os impactos da valorização do petróleo no mercado interno. A medida ocorre em um cenário de instabilidade geopolítica global e desvalorização do real, fatores que elevam os custos de importação. A dependência rodoviária e a necessidade de refino nacional aumentam a vulnerabilidade do agronegócio, que enfrenta riscos de aumento no frete e nos preços dos alimentos.
Governo mantém benefício fiscal
O governo federal decidiu estender por mais um mês o subsídio de R$ 2,12 por litro aplicado ao diesel. O objetivo central é amortecer o impacto causado pela escalada dos preços internacionais do petróleo, impulsionada por conflitos na Ucrânia e no Oriente Médio.
Pressão internacional e câmbio
A volatilidade do barril Brent, que atingiu patamares superiores a US$ 113, conforme dados recentes, pressiona a economia doméstica. Somado a isso, a desvalorização do real encarece a compra de combustível no exterior, dificultando o controle dos preços internos.
Vulnerabilidade no refino nacional
Apesar do aumento na produção da Petrobras, o Brasil ainda precisa importar cerca de 20% do diesel consumido para suprir a demanda. Essa necessidade de importação está diretamente ligada à capacidade de processamento das refinarias no território nacional.
Especialistas apontam que a venda de unidades de refino para o setor privado e a necessidade de modernização das plantas atuais são fatores que dificultam a autossuficiência do país no setor.
Logística e custos de transporte
A infraestrutura brasileira é altamente dependente de rodovias, o que torna a economia sensível às variações do diesel. Diferente de países com redes ferroviárias robustas, o Brasil enfrenta custos de frete mais elevados para escoar a produção.
Riscos para o agronegócio
O setor agrícola é um dos mais afetados, pois o combustível é essencial desde o preparo do solo até a entrega nos portos. O aumento nos custos de produção e logística pode reduzir a competitividade das exportações e elevar o preço dos alimentos para o consumidor final.
Riscos de desabastecimento
Existe o temor de que o subsídio estatal desestimule a importação por parte de empresas privadas, caso o preço interno fique muito abaixo do mercado global. Isso poderia sobrecarregar a estatal Petrobras e gerar gargalos no abastecimento, como já alertado por produtores no Rio Grande do Sul.
Texto da redação a partir de Governo renova subsídio ao diesel; por que o agro é tão vulnerável à alta do combustível?.