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Estratégia de mobilização digital brasileira é replicada por grupos de esquerda na Europa e Argentina

Redação ·

A metodologia de engajamento via WhatsApp utilizada pelo deputado André Janones para a eleição de Lula foi adotada por militantes em outros países. Na Argentina, França e Espanha, apoiadores de líderes progressistas criaram canais para coordenar ações de divulgação e combate a adversários. A prática busca fortalecer a presença digital de partidos de esquerda frente ao avanço de movimentos de direita em diversas nações.

Modelo de mobilização digital

O método de organização do Exército de Lula, que reuniu mais de 10 milhões de pessoas no WhatsApp, tornou-se referência internacional. A tática foca em atribuir missões aos membros para expandir o alcance de conteúdos e reduzir a visibilidade de opositores nas redes sociais.

Engajamento na França

Na França, a França Insubmissa formalizou o canal L’équipe de Mélenchon officielle após o surgimento de grupos informais de simpatizantes. A iniciativa ocorre em um cenário de protestos e visando as eleições presidenciais de 2027, onde a extrema-direita lidera as pesquisas.

Apoio ao governo espanhol

Na Espanha, o grupo La fuerza de la gente atua em prol do primeiro-ministro Pedro Sánchez. Os integrantes utilizam diretrizes inspiradas no modelo brasileiro para disseminar discursos do líder socialista visando a disputa eleitoral de 2026.

Resistência na Argentina

O Ejército del Peronismo, na Argentina, utiliza o WhatsApp para mobilizar a ala jovem e progressista contra o governo de Javier Milei. O grupo compartilha vídeos e referências constantes à vitória de Lula para fortalecer a militância local.

Execução de tarefas digitais

Os participantes desses grupos globais seguem instruções para convidar novos membros e bloquear perfis de adversários. Em alguns casos, o conteúdo compartilhado utiliza até mesmo textos em português para replicar as lições de estratégia digital de Janones.

Contexto político mundial

A adoção dessas táticas ocorre enquanto a direita avança globalmente, com sete chefes de Estado de direita na América do Sul e cinco de esquerda. A estratégia busca equilibrar a força digital de movimentos progressistas diante do crescimento de correntes conservadoras.

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