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Edinho Silva classifica falta de transporte público como crime eleitoral

Redação ·

O presidente do PT, Edinho Silva, acusou prefeitos de São Paulo e Salvador de descumprirem a legislação ao não garantirem ônibus suficientes para os eleitores no segundo turno. Segundo o dirigente, a escassez de transporte nas capitais configura uma tentativa de manipulação do processo de votação e uma interferência direta no direito do eleitorado. O caso gerou pedidos de prorrogação de horário de votação e mobilização da Justiça Eleitoral.

Críticas ao transporte público

Edinho Silva, líder do PT, afirmou que a insuficiência de coletivos para o deslocamento de cidadãos no segundo turno é um ato de extrema gravidade. Ele destacou que a situação ocorrida em São Paulo e na Bahia representa um desrespeito às normas vigentes.

O dirigente argumentou que a falta de mobilidade atinge diretamente o perfil do eleitorado que depende do serviço público, o que caracterizaria uma forma de interferência no pleito eleitoral.

Indícios de manipulação

Para o petista, os problemas logísticos nas capitais reforçam as denúncias de manipulação que o partido alega sofrer desde o início do ano. Ele relacionou as dificuldades de transporte ao que chamou de interferência das big techs no processo democrático.

Responsabilidade dos gestores

A liderança do partido apontou os prefeitos Ricardo Nunes e Bruno Soares Reis como responsáveis por possíveis crimes eleitorais. Edinho Silva defendeu que a lei deve ser aplicada rigorosamente contra quem impede o direito de transporte do eleitor.

Prorrogação da votação

Diante dos relatos de redução de frota, o ministro Cristiano Zanin, do STF, determinou a extensão do horário de encerramento das urnas até as 19h. A medida foi aplicada em todo o território nacional para garantir o acesso ao voto.

Problemas na capital paulista

Em São Paulo, houve registros de ônibus retidos em garagens e terminais superlotados, mesmo com determinação da SPTrans para manter a frota em níveis de dias úteis. Moradores relataram esperas de até três horas e motoristas que se recusaram a realizar o trajeto.

Pedidos em outras regiões

A campanha de Flávio Bolsonaro também solicitou o adiamento do fechamento das seções em municípios de Minas Gerais e Rio Grande do Sul devido às fortes chuvas. Outros estados, como Alagoas, Pernambuco e Paraná, também foram alvo de pedidos de prorrogação por problemas de transporte.

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