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Temas e embates marcaram a disputa pela Presidência da República

Redação ·

A corrida eleitoral de 2026 foi definida por uma forte polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro, que levou os debates para as redes sociais e para os tribunais. Entre os principais pontos de tensão, destacaram-se a polêmica sobre a padroeira do Brasil, o uso de inteligência artificial e a crise institucional no STF. O processo foi marcado por uma intensa judicialização, com centenas de ações no TSE e mobilizações de grupos digitais de ambos os lados.

Disputa pelo voto religioso

A campanha foi atravessada por controvérsias envolvendo o título de padroeira do Brasil, após boatos sobre uma possível retirada de Nossa Senhora Aparecida do posto oficial. O tema gerou decisões conflitantes no STF e no TSE sobre a remoção de conteúdos que associavam Flávio Bolsonaro a tal movimento.

Ambos os candidatos buscaram apoio de setores religiosos. Enquanto o PL utilizou homenagens em sua propaganda, o presidente Lula tentou aproximar o eleitorado evangélico por meio de cartas e discursos sobre família e valores.

Conflitos no Supremo e tecnologia

A crise institucional no STF, motivada por investigações da Polícia Federal envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, tornou-se pauta central. O embate entre magistrados da Corte refletiu a tensão política do país durante o período eleitoral.

O uso de inteligência artificial e a regulação de plataformas digitais também dominaram as discussões, trazendo novos desafios para a Justiça Eleitoral no controle de informações.

Pautas econômicas e sociais

Promessas de apelo popular, como o reajuste do Bolsa Família e o debate sobre a escala de trabalho 6x1, foram utilizadas para capturar o eleitorado. A economia e a segurança pública também foram pilares fundamentais nas propostas apresentadas.

Regulação de apostas e sigilos

A proibição das apostas digitais, as chamadas bets, foi um tema recorrente nos debates. Além disso, a abertura de sigilos bancários e fiscais de candidatos foi utilizada como ferramenta de ataque entre os adversários.

Mudanças de rota e confrontos

A polarização forçou ajustes estratégicos nas candidaturas, com Lula focando em mobilização direta e Flávio Bolsonaro tentando reduzir sua exposição. Os debates televisivos ocorreram tardiamente, focando em trocas de acusações e desconstrução mútua.

Judicialização e exércitos digitais

A Justiça Eleitoral lidou com um volume massivo de processos, superando 800 ações no TSE até o fim do pleito. Paralelamente, grupos de militância digital, conhecidos como exércitos de ambos os lados, atuaram intensamente na propagação de mensagens nas redes sociais.

Texto da redação a partir de Eleições 2026: de Nossa Senhora aos 'soldados' digitais, veja temas que marcaram a campanha.

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