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Transporte público apresenta falhas em dia de votação em São Paulo

Redação ·

A circulação de ônibus em São Paulo registrou sérios problemas durante o segundo turno das eleições neste domingo. Passageiros em diversas zonas da capital enfrentaram longas esperas e terminais superlotados sob chuva, enquanto motoristas se recusavam a realizar trajetos para seções eleitorais. O cenário de caos gerou denúncias de que a frota operava com apenas 60% da capacidade, contrariando ordens judiciais que exigiam o atendimento integral.

Instabilidade na rede de ônibus

O sistema de transporte coletivo da capital paulista operou com dificuldades durante o domingo de eleições. Foram relatados veículos parados, terminais com excesso de passageiros e atrasos significativos na passagem dos coletivos.

Longa espera nos terminais

Moradores do Terminal Varginha, no extremo sul, relataram períodos de até três horas aguardando transporte. Problemas semelhantes foram notados em Santana, no Jardim Ângela e na Vila Zilda, onde houve resistência de condutores em levar eleitores aos locais de votação.

Solidariedade diante do mau tempo

A ocorrência de chuvas agravou a situação em pontos como a Estrada do Boi Mirim, onde pessoas aguardavam sob a água. Em frente ao Terminal Santana, um casal de motoristas tentou oferecer caronas para quem estava desamparado, mas enfrentou receio por parte dos passageiros.

Denúncia de frota reduzida

O Partido dos Trabalhadores acionou a Justiça Eleitoral alegando que a cidade operava com apenas 60% dos veículos disponíveis. A medida contraria a determinação de que o serviço deveria funcionar com 100% da capacidade, similar aos dias úteis.

Impasses jurídicos e multas

A Justiça havia estabelecido multas de R$ 100 mil para o prefeito Ricardo Nunes e para o presidente da SPTrans em caso de descumprimento da ordem de circulação total. A decisão visava garantir o deslocamento da população para o exercício do voto.

Resposta da SPTrans

A SPTrans afirmou que notificou as concessionárias sobre a ordem judicial com menos de 12 horas de antecedência, o que dificultou o ajuste de escalas e folgas. A empresa defendeu que o planejamento original foi baseado em dados técnicos de demanda e que o monitoramento continua ativo.

Texto da redação a partir de Ônibus parados sem circular, pontos e terminais lotados, moradores organizam caronas: veja situação do transporte público de SP nas eleições.

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