PF esclarece falta de ordem de prisão contra senador Flávio Bolsonaro
A Polícia Federal esclareceu que as medidas determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes não incluíam a detenção ou o monitoramento constante do senador Flávio Bolsonaro. Após a saída do parlamentar do país, a corporação informou que apenas solicitou restrições de viagem e a retenção de passaportes. O investigado deixou o território nacional pela fronteira paraguaia, utilizando documentos estrangeiros para seguir rumo aos Estados Unidos.
Limites das medidas judiciais
A Polícia Federal emitiu uma nota oficial esclarecendo que a decisão do Supremo Tribunal Federal não concedia autorização para a prisão ou vigilância contínua do senador Flávio Bolsonaro. Segundo a instituição, a restrição de documentos de viagem não confere o status de foragido nem permite a aplicação de outras medidas cautelares de natureza repressiva.
Solicitações feitas ao STF
No último domingo, após detectar risco de saída do país, a PF pediu ao ministro Alexandre de Moraes a proibição de viagem, a retenção de passaportes e o impedimento de contato com outros investigados. O senador é alvo de uma apuração que investiga possíveis crimes de lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz.
Ações contra passaportes
Após o acolhimento dos pedidos pelo Supremo, a PF procedeu com o cancelamento dos passaportes comum e diplomático do parlamentar. Além disso, foi inserido um alerta migratório no sistema de controle de fronteiras para monitorar qualquer tentativa de embarque por postos oficiais.
Falta de entrega de documento
O senador foi intimado para apresentar passaportes de outras nacionalidades em um prazo de 24 horas, mas o período expirou sem a entrega dos documentos. A corporação ressaltou que investiga as circunstâncias que levaram ao descumprimento dessa ordem judicial específica.
Rota de saída do país
Flávio Bolsonaro deixou o Brasil na noite de terça-feira pela fronteira entre o Paraná e a Argentina, utilizando um passaporte italiano para embarcar em um jato particular. O trajeto incluiu uma parada em Puerto Iguazú, passagem pelo Equador e destino final ao estado da Flórida, nos Estados Unidos.
Texto da redação a partir de Após fuga de Flávio, PF diz que não tinha autorização judicial para prender, monitorar ou tomar outras medidas contra o senador.