Dez políticos eleitos para 2026 possuem contas irregulares no TCU
Dez parlamentares eleitos para o próximo ciclo de 2026 possuem condenações do Tribunal de Contas da União por irregularidades em mandatos passados. Os débitos, que somam quase R$ 5,7 milhões entre multas e ressarcimentos, envolvem a gestão de verbas em áreas como saúde, educação e cultura em diversos estados. A lista de gestores com contas rejeitadas serve como base de consulta para a Justiça Eleitoral durante o registro de candidaturas.
Montante das condenações
As sanções aplicadas pelo tribunal somam quase R$ 5,7 milhões, sendo que aproximadamente R$ 4 milhões referem-se ao ressarcimento de valores aos cofres públicos. Os R$ 1,6 milhão restantes correspondem a multas aplicadas conforme a gravidade das falhas encontradas.
O levantamento foca em decisões que responsabilizam diretamente os políticos, desconsiderando casos onde a obrigação de devolução recai apenas sobre as prefeituras. O cálculo não considera correções monetárias ou juros.
Tipos de falhas encontradas
As irregularidades abrangem desde a ausência de prestação de contas e falta de comprovantes de pagamento até a execução de obras inacabadas. Foram identificados também problemas na contratação de artistas e controvérsias sobre cursos de qualificação profissional.
Muitos dos processos envolvem o uso de recursos federais via convênios ou verbas de programas nacionais voltados para assistência social, saúde e educação.
Perfil dos políticos envolvidos
A maioria dos envolvidos ocupava o cargo de prefeito durante o período das irregularidades. Entre os nomes constam também um ex-presidente de associação de municípios e um ex-secretário municipal de Infraestrutura.
Os eleitos para o próximo pleito incluem deputados estaduais, deputados federais e suplentes de senador.
Situações no Pará
No estado, Elias Santiago foi condenado por falhas no repasse de verbas do Programa Nacional de Alimentação Escolar enquanto era prefeito. Já Rui Begot responde por irregularidades no Sistema Único de Saúde, envolvendo serviços de construção não comprovados.
O caso de Rui Begot, que envolveu a confirmação de serviços não realizados, já teve o débito quitado, embora seu nome permaneça na lista de controle do tribunal até 2029.
Irregularidades em outros estados
Em Mato Grosso, Cidinho Santos foi alvo de condenação por inconsistências em convênio para fomento à cultura. No Rio Grande do Sul e no Rio Grande do Norte, as falhas concentraram-se na falta de documentos para comprovar pagamentos de cachês de artistas em eventos culturais.
No Piauí, Janaínna Marques teve contas rejeitadas por dificuldades na comprovação de uso de recursos destinados ao transporte escolar e educação.
Ações de cobrança da União
Quando os débitos não são pagos voluntariamente, o Tribunal de Contas da União pode acionar a Advocacia-Geral da União para cobrança judicial ou extrajudicial. Em 2026, a AGU encaminhou 1.784 títulos para esse fim.
A atuação da AGU resultou na arrecadação de R$ 57,7 milhões em um período, englobando tanto multas quanto valores devidos aos cofres públicos.
Texto da redação a partir de 10 eleitos em 2026 tiveram contas julgadas irregulares pelo TCU em cargos anteriores; condenações somam quase R$ 5,7 milhões.