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Cultura

Uso de jingles de funk marca estratégias de candidatos conservadores

Redação

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Resumo

feito com IA

Candidatos de direita adotaram o funk como trilha sonora para conquistar o eleitorado jovem durante o pleito de 2026. A estratégia gerou controvérsias devido ao histórico de críticas desses mesmos políticos ao gênero, frequentemente associado por eles a comportamentos de criminalidade. Apesar da resistência de diversos artistas do ritmo, as músicas adaptadas com mensagens políticas tornaram-se presença constante em atos e redes sociais.

Tópico 01

Adoção do ritmo em campanhas

Durante o processo eleitoral de 2026, diversos políticos de vertente conservadora utilizaram o funk para tentar viralizar nas plataformas digitais e atrair o público mais jovem. O gênero foi tema de jingles e trilhas sonoras em atos de apoio a candidatos do PL, como Flávio Bolsonaro e Nikolas Ferreira.

Tópico 02

Impacto nas plataformas de streaming

A presença do ritmo foi notável nos rankings de audição, com canções de apoio a candidatos do PL ocupando posições de destaque no Spotify durante o segundo turno. Versões de sucessos populares com letras de cunho político foram usadas para incentivar a animação de manifestantes em eventos de rua.

Tópico 03

Contradições ideológicas

O uso do gênero gerou debates sobre a coerência dos discursos políticos, visto que muitos desses parlamentares já classificaram o funk como parte de uma cultura ligada ao tráfico. Enquanto defendem o uso como liberdade de expressão, outros setores da direita criticaram a estética adotada pelos próprios aliados.

Tópico 04

O embate com a CPI

Lucas Pavanato exemplificou essa tensão ao celebrar sua eleição com o ritmo, apesar de ter atuado como relator da CPI dos Pancadões. Na ocasião, ele associou festas de rua à difusão de valores do narcotráfico, o que gerou questionamentos sobre a postura do deputado.

Tópico 05

Divisão entre os funkeiros

A política dividiu o cenário musical do gênero, que anteriormente mantinha uma postura apolítica. Após apoios de grandes nomes a candidatos de esquerda em ciclos passados, parte do setor se aproximou de figuras da direita, o que provocou reações de outros artistas e do público consumidor.

Tópico 06

Reação do setor musical

A tentativa de adesão política resultou em uma fragmentação do apoio artístico, com muitos MCs optando pela neutralidade ou pelo apoio ao governo atual. Mesmo com essa resistência de parte da indústria, o funk consolidou-se como ferramenta de comunicação para as campanhas conservadoras.