O Corinthians enfrenta uma série de processos trabalhistas decorrentes de irregularidades na gestão da extinta divisão de eSports. A responsabilidade recai sobre o clube devido ao uso de sua marca e estrutura pela empresa CDS, que era a responsável direta pelos contratos. Atualmente, as condenações somadas ultrapassam R$ 2,8 milhões em tribunais regionais. O clube busca o ressarcimento dos valores pagos para cobrir inadimplências da parceira comercial.
Tópico 01
Volume de ações judiciais
Um levantamento nos Tribunais Regionais do Trabalho identificou 30 ações movidas contra a empresa CDS e o Corinthians. Entre os processos, sete já receberam sentenças de primeira instância e seis de segunda instância, enquanto os demais aguardam julgamento.
Tópico 02
Entendimento da justiça
A Justiça do Trabalho determinou que o clube deve responder subsidiariamente pelas dívidas, mesmo sem ter contratado os jogadores diretamente. O entendimento jurídico é de que o Corinthians se beneficiou da mão de obra ao ceder sua marca e estrutura para a operação de games.
Tópico 03
Decisões favoráveis aos atletas
Das 13 ações com desfecho judicial, o Corinthians foi responsabilizado em dez delas. As condenações abrangem pedidos de reconhecimento de vínculo empregatício, salários atrasados e indenizações por danos morais.
Tópico 04
Impacto financeiro das causas
Embora os valores individuais sejam menores que os do futebol profissional, o montante acumulado supera R$ 2,8 milhões. Uma das ações movidas por uma ex-coordenadora apresenta um valor de causa de R$ 460.257,32, sendo a mais alta do levantamento.
Tópico 05
Parceria de licenciamento
O contrato de licenciamento com a CDS permitia o uso da marca para gerir equipes de eSports desde julho de 2022. A rescisão foi motivada por falhas administrativas, atrasos salariais e irregularidades na gestão da empresa terceirizada.
Tópico 06
Medidas de ressarcimento
O Corinthians afirmou que já cobrou formalmente R$ 439,7 mil da CDS e pretende exigir o ressarcimento integral de todos os prejuízos causados. A diretoria classificou como grave o uso da credibilidade do clube para cobrir falhas de uma gestão externa.