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Mundo

Audiência de extradição de Carla Zambelli é adiada na Itália

Redaçãoatualizada às 12h29

Resumo

feito com IA

A Corte de Apelação de Roma postergou o julgamento que decide sobre a extradição da ex-deputada Carla Zambelli para o dia 24 de novembro. O tribunal italiano exige garantias de que a política receberá suporte médico adequado para suas condições de saúde no sistema prisional brasileiro. A defesa da ex-parlamentar justificou o pedido de suspensão do ato devido à falta de acesso a documentos enviados pelo governo do Brasil.

Tópico 01

Novo prazo para o julgamento

A audiência que discutiria o pedido de extradição de Carla Zambelli foi remarcada para o dia 24 de novembro. A decisão ocorreu após a defesa solicitar mais tempo para analisar informações enviadas pelas autoridades brasileiras.

O tribunal italiano havia agendado o debate para esta terça-feira, mas o adiamento foi aceito para garantir o acesso integral aos novos documentos apresentados pelo Brasil.

Tópico 02

Exigências de assistência médica

Os magistrados italianos levantaram dúvidas sobre as condições de encarceramento no Brasil, focando na necessidade de cuidados médicos específicos. A ex-deputada possui diagnósticos de fibromialgia e episódios de desmaio.

A justiça da Itália busca assegurar que a saúde da acusada será devidamente preservada caso o processo de entrega ao país de origem seja autorizado.

Tópico 03

Caso de perseguição em São Paulo

O processo de extradição refere-se a uma condenação de 5 anos e 3 meses de prisão imposta pelo STF. A pena é decorrente de um episódio ocorrido no bairro Jardins, em São Paulo, durante o período eleitoral de 2022.

Na ocasião, a então parlamentar foi acusada de perseguir um homem armado após um desentendimento de cunho político.

Tópico 04

Histórico de decisões na Itália

Anteriormente, a Corte de Cassação italiana negou a extradição de Zambelli em outro processo relacionado à invasão de sistemas do CNJ. Naquela ocasião, houve questionamentos sobre a imparcialidade do STF.

Os magistrados italianos apontaram possíveis conflitos de funções no julgamento conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes, o que resultou na soltura da ex-deputada.

Tópico 05

Posicionamento da defesa

O advogado da ex-deputada, Eduardo Maurício, manifestou forte resistência à medida, alegando que a extradição representaria um risco de morte para a cliente.

A defesa também refuta teses de perseguição política, mas foca na necessidade de garantir a integridade física e o direito ao tratamento de saúde no Brasil.