O Tribunal Regional Federal da 1ª Região autorizou que a família do ex-presidente tenha acesso aos prontuários médicos de Tancredo Neves. A decisão obriga o CFM e o CRM-DF a fornecerem registros de exames e a lista de profissionais que o atenderam no Hospital de Base. O processo, que busca investigar possíveis falhas no tratamento que levou à morte do político em 1985, tramita há mais de dez anos após passar por períodos de paralisia judicial.
Tópico 01
Justiça autoriza acesso a prontuários
O TRF-1 decidiu, por unanimidade, permitir a abertura de documentos restritos sobre o óbito de Tancredo Neves. A medida atende ao pedido dos familiares do ex-presidente para compreender o histórico clínico do período de internação.
Tópico 02
Conselhos de medicina devem liberar dados
Com o novo entendimento jurídico, o Conselho Federal de Medicina e o CRM-DF precisam disponibilizar a relação de médicos e os exames realizados. O foco são os registros do tempo em que o político esteve sob cuidados no Hospital de Base, em Brasília.
Tópico 03
Histórico da internação e morte
Tancredo Neves foi hospitalizado com dores abdominais na véspera de sua posse e faleceu em 21 de abril de 1985. Durante a internação, o político foi submetido a sete procedimentos cirúrgicos antes de sucumbir a uma infecção generalizada.
Tópico 04
Questionamentos sobre erro médico
A família do ex-presidente contesta a versão oficial da causa da morte, levantando a hipótese de erro médico. Para os advogados dos parentes, o acesso aos dados é fundamental para a reconstrução da história nacional.
Tópico 05
Longo percurso judicial
A ação judicial foi iniciada há mais de uma década, enfrentando interrupções e um encerramento em primeira instância em 2012. Apesar do parecer favorável do Ministério Público Federal em 2014, o processo ficou parado por dez anos, retomando o curso apenas em 2025.