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Perda de cargos é proposta pelo CNJ a magistrados baianos

Redação ·

O Conselho Nacional de Justiça recomendou a destituição de magistrados envolvidos em um esquema de venda de sentenças na Bahia, conforme apurado na Operação Faroeste. A investigação aponta que decisões judiciais eram comercializadas para validar a ocupação ilegal de terras no oeste do estado. Entre os punidos estão ex-membros do Tribunal de Justiça da Bahia, incluindo uma ex-presidente da corte, que já enfrentam condenações criminais no STJ.

Sanção máxima para magistrados

O CNJ decidiu, de forma unânime, propor a perda de cargos para juízes acusados de comercializar decisões judiciais na Bahia. A medida representa a penalidade mais severa aplicável a membros vitalícios da magistratura.

Venda de sentenças por terras

A investigação, baseada em denúncia do Ministério Público Federal, revela um esquema para conferir legalidade à apropriação de áreas rurais. O grupo é acusado de crimes como lavagem de dinheiro, corrupção e organização criminosa.

Condenações anteriores no STJ

O Superior Tribunal de Justiça já condenou cinco indivíduos relacionados ao caso. Entre os sentenciados estão a desembargadora Maria do Socorro Santiago e o juiz Sérgio Humberto de Quadros Sampaio, que receberam penas de prisão.

Magistrados atingidos pela medida

A lista de punidos inclui os desembargadores José Olegário Monção Caldas, Maria da Graça Osório Pimentel Leal e Maria do Socorro Santiago, além de Marivalda Almeida Moutinho e Sérgio Humberto de Quadros Sampaio. Muitos dos envolvidos já se encontram aposentados ou afastados de suas funções originais.

Efeitos financeiros e jurídicos

A AGU deverá acionar o STF para efetivar as punições, o que impactará os proventos de aposentadoria dos sancionados. O CNJ também determinou o envio de ofício ao TJ-BA para que as providências administrativas sejam adotadas.

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