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Política

PF aponta pressão de ex-presidente do BRB por negócios com o Banco Master

Redação

Leve

Resumo

feito com IA

A Polícia Federal investiga o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, por cobrar celeridade em transações com o Banco Master mesmo após alertas de irregularidades. O relatório aponta que o executivo interferia diretamente na execução de operações de crédito, ignorando inconsistências em carteiras apresentadas pela instituição privada. O esquema envolve movimentações bilionárias e o fracionamento de contratos para evitar a fiscalização do Conselho de Administração. A investigação, que faz parte da Operação Compliance Zero, resultou no indiciamento de 15 pessoas ligadas às duas instituições.

Tópico 01

Interferência em operações

Segundo a Polícia Federal, Paulo Henrique Costa exercia comando direto sobre a execução de negócios, indo além de suas funções de supervisão. Ele estabelecia prazos, definia montantes e priorizava operações específicas para atender às demandas do Banco Master.

Mensagens analisadas mostram que o ex-dirigente cobrava rapidez na liquidação de ativos, mesmo quando a equipe técnica identificava falhas nos documentos apresentados pela instituição financeira privada.

Tópico 02

Inconsistências nas carteiras

A investigação revela que o ex-presidente recebeu avisos sobre problemas graves nas carteiras de crédito do Master. Entre os alertas estavam índices de inadimplência incompatíveis e falhas em planilências utilizadas nas transações.

Apesar de tais inconsistências, o ex-presidente pressionava para que valores de R$ 71 milhões fossem analisados com urgência para viabilizar o fechamento dos negócios.

Tópico 03

Volume de recursos envolvidos

Em um período de apenas dois dias, o ex-presidente detalhou um cronograma para concluir cinco operações que somavam cerca de R$ 1 bilhão. Os movimentos incluíam a compra de ativos e a venda de créditos inadimplentes.

A Polícia Federal destaca que a atuação de Costa visava ajustar o cronograma de aquisições do BRB às necessidades de liquidez do Banco Master.

Tópico 04

Manobra para evitar conselho

O relatório aponta o uso de fracionamento de contratos para contornar a governança do banco. Como a Diretoria Colegiada só podia deliberar sobre valores de até R$ 750 milhões, as operações eram divididas para evitar o crivo do Conselho de Administração.

Foram identificadas 21 transações fixadas exatamente no limite de R$ 750 milhões, totalizando um montante que supera em 23 vezes o teto permitido para a diretoria.

Tópico 05

Aprovação sem pareceres

A investigação aponta que a governança do BRB falhou ao aprovar a maioria das notas executivas antes mesmo da conclusão dos pareceres técnicos. Das 14 notas analisadas, 13 foram autorizadas sem o respaldo completo das áreas de análise.

A Polícia Federal ressalta a responsabilidade da Diretoria Colegiada em barrar negociações que apresentavam inconformidades com as normas institucionais.

Tópico 06

Desfecho da investigação

A Polícia Federal indiciou 15 pessoas no âmbito da investigação, incluindo ex-gestores do BRB e do Banco Master, além de sócios de uma consultoria apontada como empresa de fachada. Entre os indiciados estão Paulo Henrique Costa e Daniel Vorcaro.

A defesa dos envolvidos nega as acusações, argumentando que as conclusões são precipitadas e que não houve prejuízo comprovado ao Banco de Brasília.

Texto da redação a partir de Ex-presidente do BRB pressionou por compras de carteiras do Master mesmo após alertas, diz PF.