Tópico 01
Silêncio nos consultórios
Apesar de uma parcela significativa de pessoas entre 57 e 85 anos manter a vida sexual ativa, a comunicação com profissionais de saúde é escassa. Cerca de 60% dos indivíduos com mais de 65 anos não se sentem confortáveis para abordar o tema, o que reflete uma barreira de confiança entre médico e paciente.
Tópico 02
Riscos para a adesão medicamentosa
A falta de diálogo sobre o sexo pode comprometer o sucesso de tratamentos para hipertensão ou depressão. Pacientes podem interromper o uso de remédios que afetam o desempenho sexual sem informar o médico, o que pode levar o profissional a interpretar erroneamente como baixa adesão à terapia.
Tópico 03
Fatores que limitam o prazer
A idade não é o principal impedimento para a atividade sexual, mas sim o estado de saúde física e mental. Problemas como dores articulares, incontinência, depressão e alterações hormonais, como a síndrome geniturinária, são os verdadeiros obstáculos ao bem-estar íntimo.
Tópico 04
Abordagem clínica para o sexo
Para superar dificuldades, especialistas sugerem uma intervenção em etapas. Isso inclui o tratamento de sintomas físicos, revisão de medicamentos, uso de lubrificantes ou estrogênio vaginal, além da exploração de novas formas de prazer que não dependam exclusivamente da penetração.
Tópico 05
Prevenção de infecções
A infectologista Thelma Flosi destacou que a detecção de Aids tem crescido na população acima de 60 anos. É essencial abordar hábitos sexuais com naturalidade para promover o uso de métodos preventivos, como as profilaxias de exposição (PEP e PrEP) e vacinas contra hepatites.
Tópico 06
Formas de diálogo maduro
A psicologia recomenda evitar perguntas que infantilizam ou constrangem o idoso. A orientação é utilizar uma linguagem madura e técnica, focada na autonomia e no prazer, validando comportamentos de maneira natural para garantir que o paciente se sinta seguro para relatar queixas.