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Saúde

Anvisa restringe uso de substância experimental após notificações de óbitos

Redaçãoatualizada às 8h21

Resumo

feito com IA

A Anvisa decidiu limitar o acesso ao uso compassivo da polilaminina, medicamento em fase experimental para lesões medulares. A medida ocorre após o registro de nove mortes, sendo que parte dos óbitos envolveu pacientes fora do perfil da pesquisa. O laboratório Cristália nega relação entre a substância e os falecimentos, atribuindo as mortes a complicações naturais de lesões graves. A agência fundamentou a decisão na falta de evidências de segurança e no volume atípico de pedidos para um produto que ainda não iniciou a fase 1 de testes clínicos.

Tópico 01

Óbitos registrados em pacientes

A Anvisa contabilizou nove mortes relacionadas ao uso da polilaminina, enquanto o laboratório Cristália reconhece oito casos entre pacientes tratados. Entre as notificações iniciais, identificou-se um óbito que ocorreu antes da administração da substância.

A agência observou que parte dos falecimentos envolveu indivíduos com lesões cervicais antigas, perfil que não atendia aos critérios estabelecidos para a pesquisa clínica autorizada.

Tópico 02

Laboratório contesta nexo causal

O Cristália afirma que não existem provas de que a polilaminina tenha causado as mortes. A empresa argumenta que os óbitos derivam de condições comuns em traumas medulares severos, como embolia pulmonar, pneumonia e paradas cardíacas.

Tópico 03

Restrições no uso compassivo

Devido ao aumento sem precedentes na demanda por acesso e à insuficiência de dados de segurança, a Anvisa restringiu o uso compassivo. Agora, apenas pacientes com lesões ocorridas em até 72 horas e em localizações específicas da coluna podem solicitar o tratamento.

A decisão foi respaldada por um painel técnico composto por especialistas e representantes do Conselho Federal de Medicina, que recomendaram a não ampliação do acesso.

Tópico 04

Fase de estudos pendente

Embora a polilaminina tenha sido aprovada para estudos de fase 1, a etapa inicial de testes de segurança ainda não foi iniciada por falta de recrutamento de pacientes dentro dos critérios. O uso expandido para casos graves costuma ocorrer apenas em fases mais avançadas da investigação clínica.

Tópico 05

Eficácia ainda não comprovada

Dados apresentados por pesquisadores mostram que alguns pacientes apresentaram mudanças na escala de gravidade da lesão, indicando alguma sensibilidade motora. Contudo, não houve registro de retorno da marcha, e os resultados atuais não permitem isolar o efeito da substância de outros fatores de recuperação.

Tópico 06

Divergência entre pesquisadores e agência

A decisão gerou críticas de uma consultora do estudo, que classificou a medida como um entrave ao acesso de pacientes graves. A Anvisa repudiou os ataques, defendendo que suas ações são estritamente técnicas e visam a proteção da saúde pública.