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Saúde

Mais de 9 mil casos de HPV de alto risco são detectados pelo SUS

Redaçãoatualizada às 4h23

Resumo

feito com IA

O exame de DNA-HPV identifica o vírus antes de se tornar uma lesão maligna, permitindo o tratamento preventivo. A tecnologia já alcança quase todo o Brasil, mas o Espírito Santo ainda aguarda a implementação.

Tópico 01

Aumento na identificação do vírus

O Sistema Único de Saúde registrou a presença de tipos perigosos de HPV em 9.904 amostras processadas em 2026. Esse montante representa pouco mais de 10% do universo de 93 mil exames realizados no período.

A estratégia busca localizar o agente infeccioso antes que ele cause danos ao colo do útero. Com o diagnóstico precoce, é possível monitorar as pacientes e agir antes que a condição evolua para um tumor.

Tópico 02

Abrangência do rastreamento pelo país

Atualmente, o teste de DNA-HPV já está disponível em 26 estados brasileiros. A implementação ocorre de forma gradual, iniciando-se por pelo menos um município em cada unidade da federação.

O Espírito Santo é o único estado que ainda não iniciou o programa. Segundo o Ministério da Saúde, a chegada do exame ao território capixaba depende de ajustes organizacionais locais, com previsão de envio de materiais ainda este ano.

Tópico 03

Diferenciais do novo teste

Diferente do Papanicolau, que busca células alteradas, o novo método foca no material genético do vírus, identificando especificamente os tipos 16 e 18, responsáveis pela maioria dos casos de câncer.

Se o resultado for negativo, a periodicidade da coleta passa a ser de cinco anos. Em caso de positividade para os tipos 16 ou 18, a paciente é encaminhada diretamente para colposcopia, enquanto outros tipos de alto risco passam por análise laboratorial detalhada das células.