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Saúde

Temas cruciais para o Brasil ficaram de fora do debate presidencial

Redaçãoatualizada às 18h49

Resumo

feito com IA

Especialistas apontam que questões como saúde e educação não foram priorizadas pelos candidatos. A falta de foco em problemas estruturais pode dificultar o enfrentamento de crises futuras.

Tópico 01

Desafios do sistema público de saúde

Apesar da importância do SUS para a população, o financiamento da saúde e o envelhecimento demográfico não ganharam destaque nas discussões eleitorais. O aumento da expectativa de vida exige que o sistema se prepare para lidar com doenças crônicas e tratamentos mais complexos, o que demandará um aporte financeiro significativamente maior do que o atual.

O professor Rudi Rocha, da FGV EAESP, alerta que o custo da saúde tende a subir conforme a população envelhece, exigindo maior integração entre municípios, estados e o governo federal. Uma revisão na tabela de pagamentos do sistema é vista como uma necessidade para sustentar a rede de atendimento nos próximos anos.

Tópico 02

Crise no aprendizado de matemática

O desempenho dos estudantes brasileiros em matemática apresenta um cenário preocupante, especialmente no ensino médio, onde a maioria apresenta níveis de aprendizado abaixo do básico. Diferente da alfabetização, que teve avanços, o ensino de cálculos tem ficado estagnado em comparação ao desenvolvimento na língua portuguesa.

Priscila Cruz, da organização Todos pela Educação, destaca que a defasagem está ligada à formação de professores e à falta de base pedagógica desde os primeiros anos. Sem políticas que garantam o aprendizado de competências matemáticas na idade correta, o país enfrenta dificuldades para elevar o desempenho escolar.

Tópico 03

Impactos climáticos e vulnerabilidade

A preparação das cidades para fenômenos como o El Niño e a mitigação de desastres climáticos foram temas ausentes nas campanhas. Com projeções de eventos extremos até 2027, a falta de planejamento para enfrentar secas e enchentes coloca em risco a adaptação do país a mudanças ambientais severas.

A discussão sobre a população em situação de rua e a proteção ao meio ambiente equilibrado, previstos na Constituição, também perderam espaço na disputa pelo Palácio do Planalto, evidenciando uma lacuna entre as necessidades sociais e as propostas apresentadas.