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Saúde

Saúde cerebral feminina apresenta riscos específicos durante o ciclo de vida

Redação

Resumo

feito com IA

A neurologista Letícia Januzi de Almeida Rocha debateu as particularidades que elevam a vulnerabilidade das mulheres ao AVC. Durante o Congresso Brasileiro de Neurologia, foram discutidos impactos de fatores hormonais e reprodutivos.

Tópico 01

Debates no cenário neurológico

O XXXII Congresso Brasileiro de Neurologia reuniu especialistas para discutir avanços na área. Um dos pontos centrais de atenção foi a análise da saúde cerebral voltada ao público feminino.

Tópico 02

Particularidades do corpo feminino

A médica Letícia Januzi de Almeida Rocha, do HUPAA-UFAL, destacou que o percurso biológico da mulher traz exposições únicas ao risco de acidente vascular cerebral. Alterações hormonais e o processo reprodutivo são determinantes nesse cenário.

Diferente dos homens, as mulheres podem apresentar sintomas atípicos, como confusão mental, cefaleia ou fraqueza generalizada, o que pode atrasar o socorro médico essencial.

Tópico 03

Impactos de cada fase biológica

A menarca precoce ou tardia serve como um indicador de alerta para o futuro vascular. Além disso, o uso de anticoncepcionais com altas doses de estrogênio em mulheres acima de 35 anos, aliado ao tabagismo e hipertensão, amplia os perigos.

A gestação atua como um estresse metabólico, especialmente no terceiro trimestre. Condições como pré-eclâmpsia, diabetes gestacional e partos prematuros aumentam a probabilidade de eventos vasculares a longo prazo.

Com a menopausa, a queda na produção de estrogênio altera a proteção vascular. Embora homens tenham maior incidência de AVC até os 55 anos, o quadro se inverte nas mulheres após o fim do efeito protetor hormonal.

Tópico 04

Condições que exigem atenção

Doenças como endometriose e enxaqueca com aura também influenciam o risco cardiovascular devido aos processos inflamatórios ou sintomas neurológicos associados. A insuficiência ovariana prematura também é um fator de risco relevante devido à rigidez arterial causada pela falta de estrogênio.

Fatores comuns como diabetes e hipertensão também se manifestam com maior intensidade no sexo feminino, sendo que o diabetes pode elevar em 27% as chances de ocorrência de um AVC nas mulheres.