Entrar

Uma cidade, uma franquia.

Entrar

A leitura segue aberta, sem cadastro.

Economia

B3 aciona mecanismo de interrupção após forte queda do Ibovespa

Redaçãoatualizada às 15h36

Resumo

feito com IA

A volatilidade do mercado financeiro após o resultado das eleições presidenciais provocou a suspensão temporária das negociações. O dispositivo visa estabilizar o ambiente de investimentos diante de movimentos bruscos.

Tópico 01

Instabilidade financeira após eleição

A confirmação da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva gerou forte agitação nos mercados nesta segunda-feira (26). O cenário foi marcado por uma desvalorização acentuada do Ibovespa e uma alta expressiva do dólar, que atingiu R$ 5,4823 com valorização de 9,80%.

Tópico 02

Como funciona o circuit breaker

Para conter a volatilidade, a B3 utilizou o circuit breaker, uma ferramenta que interrompe as operações em momentos de queda desordenada. A medida visa permitir que os investidores reavaliem riscos e evita reações em massa sem fundamento.

A suspensão inicial afetou ações, fundos de investimento (ETFs) e outros ativos, com retomada prevista por meio de leilão. Após o fim da pausa, o Ibovespa registrava queda de 16,48%, operando aos 171.277 pontos.

Tópico 03

Critérios para novas interrupções

O acionamento ocorre em etapas baseadas na queda do Ibovespa em relação ao fechamento anterior. Uma queda de 10% gera uma pausa de 30 minutos. Se o índice recuar 15%, a suspensão estende-se por uma hora.

Caso o recuo atinja 20%, a bolsa pode determinar uma nova interrupção por tempo indeterminado. A regra não permite interrupções nos últimos 30 minutos do pregão, podendo haver prorrogação do horário para garantir a continuidade das operações.

Tópico 04

Histórico de uso no Brasil

Criado em 1997, o mecanismo já foi utilizado 23 vezes no país. Entre os episódios notáveis estão a crise asiática, a crise do subprime em 2008 e o início da pandemia de Covid-19 em 2020, período em que o dispositivo foi acionado seis vezes.

Outros momentos de tensão incluíram a crise russa em 1998, a transição para o câmbio flutuante em 1999 e as denúncias contra o governo de Michel Temer em 2017.