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Economia

Investidores avaliam oportunidades após forte queda do Ibovespa

Redação

Resumo

feito com IA

O recuo acentuado da bolsa brasileira gera dúvidas sobre o momento ideal para novas compras de ativos. Especialistas alertam que a redução nos preços não garante que as ações estejam baratas diante dos riscos fiscais.

Tópico 01

Ibovespa registra expressivo recuo

O mercado acionário brasileiro apresentou uma retração de 13,88%, atingindo 176.608 pontos nesta segunda-feira. Este movimento representa a maior desvalorização diária desde o início da pandemia de Covid-19, quando o índice caiu 13,92% em março de 2020.

A desvalorização resultou na perda de R$ 734 bilhões em valor de mercado, montante aproximado do valor total da Petrobras. O tombo foi impulsionado pela reação de investidores ao resultado eleitoral, que gerou incertezas sobre a condução das políticas econômicas e o controle da dívida pública.

Tópico 02

Preço baixo nem sempre indica oportunidade

Especialistas advertem que a redução nos preços das ações não reflete necessariamente uma perda na capacidade de geração de lucro das companhias. A queda pode ser apenas um ajuste de preço diante do aumento da percepção de risco pelo mercado.

Para identificar ativos atrativos, é necessário analisar se a queda de valor é acompanhada por uma deterioração nos fundamentos da empresa. Em cenários de incerteza, investidores passam a exigir retornos maiores para compensar o risco de alocação de capital.

Tópico 03

Setores defensivos e exportadores ganham destaque

Diante da volatilidade, o BTG Pactual recomenda cautela e sugere foco em empresas com receitas em dólar ou menor endividamento. Setores de commodities, como petróleo, gás e agronegócio, podem ser beneficiados por um real mais desvalorizado.

Empresas com balanços robustos e baixa alavancagem financeira, conhecidas como ações defensivas, também são recomendadas. Entre os destaques estão seguradoras, fabricantes de bebidas e instituições financeiras como o Itaú Unibanco.

Tópico 04

Desafios fiscais e juros elevam o risco

A manutenção de juros altos representa um desafio para o setor corporativo, pois encarece o crédito e dificulta o pagamento de dívidas. Dados da Serasa Experian mostram um cenário de inadimplência elevado, com milhões de empresas negativadas.

A trajetória da bolsa também depende da política fiscal do governo. Analistas do Goldman Sachs apontam que a capacidade do governo de equilibrar as contas públicas e a articulação política no Congresso serão determinantes para a confiança dos investidores.

Fonte

Esta matéria reescreve o relato publicado por G1, com o título original “É hora de comprar ações? Veja o que avaliar após o tombo do Ibovespa”.

Ler o relato no G1