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Tecnologia

Líderes religiosos são consultados para guiar a ética da inteligência artificial

Redação

Resumo

feito com IA

Gigantes do setor tecnológico buscam em tradições milenares parâmetros morais para treinar modelos de IA. Especialistas alertam para o risco de simplificação e perda de nuances culturais nesse processo.

Tópico 01

A busca por princípios morais

Diante da corrida para criar sistemas de inteligência artificial cada vez mais potentes, empresas do setor enfrentam o desafio de ensinar distinções éticas para seus algoritmos. Para solucionar dilemas que ultrapassam o campo técnico, organizações como Anthropic, OpenAI, Meta, Google e Amazon têm recorrido ao conhecimento de filósofos e autoridades religiosas.

O objetivo central é encontrar uma base de valores que permita aos modelos de linguagem tomar decisões alinhadas à moralidade humana. Sam Altman, CEO da OpenAI, sugeriu que ferramentas como o ChatGPT poderiam refletir uma espécie de média das visões morais do planeta.

Tópico 02

O papel das tradições religiosas

A Anthropic tem liderado diálogos profundos com clérigos e acadêmicos de mais de 15 grupos interculturais. Em encontros que envolvem questões complexas, como a existência de uma alma ou o uso de chatbots na alfabetização, o foco é entender como o bom caráter é construído ao longo da história.

Apesar do esforço de diversificação, especialistas apontam que existe um risco de tratar a religião apenas como um manual de regras isolado. Esse método pode ignorar a profundidade de rituais e a conexão intrínseca entre fé, cultura e política, simplificando sistemas de crença que são, na verdade, muito dinâmicos.

Tópico 03

Riscos de distorção e perda cultural

Críticos e antropólogos alertam que a tentativa de criar uma 'ética média' pode acabar privilegiando visões de mundo ocidentais e abraâmicas, que são frequentemente interpretadas como sistemas de regras mais estruturados. Isso poderia marginalizar tradições que não se organizam dessa forma, como o budismo ou o hinduísmo.

Há o temor de que a inteligência artificial promova uma homogeneização cultural. Ao tentar sintetizar múltiplas perspectivas em uma resposta única, o modelo pode apagar as particularidades e as nuances que tornam cada tradição religiosa e filosófica única e vibrante.

Fonte

Esta matéria reescreve o relato publicado por G1, com o título original “Empresas recorrem à religião para ensinar ética à IA”.

Ler o relato no G1